terça-feira, 12 de setembro de 2017

Juro que não ando a dar nas drogas...

Estou longe de ser a mulher perfeita, estou a km de ser a melhor mãe e distante de ser a esposa ideal, mas uma coisa eu tenho a certeza, sou a melhor de mim!

Tive a sorte de ter uns pais que me educaram para ser uma mulher independente, lutadora, com sentido crítico e respeito pelos outros. Aprendi com a melhor a ser mãe, mas como isto é um "work in progress" ainda tenho muito para aprender e confesso que nem sempre me corre assim tão bem. Quanto ao ser “a esposa ideal” (conceito aplicado à minha realidade), eu sei que dou o meu melhor, mas tenho consciência de que falho muito também!

Dito isto, a minha vida está longe de ser perfeita e eu mais ainda (por isso nada de julgamentos aqui, ok?), mas a verdade é que só a mim me compete querer fazer melhor e só a mim me compete querer ser feliz nesta, que é a minha realidade! E assim em jeito de conclusão quero com isto dizer que, não podemos depender de ninguém para sermos felizes, se nós próprios passamos a vida a boicotar a nossa felicidade, não podemos estar à espera que, por milagre, alguém mude a nossa vida, se nós não queremos mudar, não podemos culpar ninguém por decisões que tomámos de forma consciente, e não podemos querer uma vida melhor e diferente se não nos damos à vida!


Juro que não ando a tomar drogas, nem sequer os comprimidos para as alergias (pois desde que deixei de pintar o cabelo deixei de precisar deles), por isso, estou muito consciente (e filosófica também) desta minha escrita hoje! É que tenho esta dificuldade em perceber gente que faz questão de ser infeliz... e depois ainda me vem com aquele discurso "do coitadinho" e que a vida é uma desgraça em 3 actos! Ora porra, vão-se catar! Façam mas é pela vida e aproveitem enquanto cá andam para serem um bocadinho felizes, pelo menos a bem da humanidade!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Um Feliz Ano Novo para todos!



Tenho a sensação que escrevi sobre isto ontem, mas afinal não, afinal já foi há um ano! Setembro é mês de recomeços e de muitas organizações, e cá em casa, quer se queira quer não, o novo ano começa com o início do ano escolar! Eu até acho que devíamos celebrar e fazer uma festa como se faz na Passagem (oficial) do Ano, não acham? É que é tudo novo...

Novos livros, novos cadernos, novos materiais (mais ou menos, porque cá em casa recicla-se tudo de um ano para o outro, mas este ano vai ter mesmo de ser que no ano passado não comprei quase nada); os uniformes têm de ser novos (e quem diz uniformes diz roupa normal, porque estes miúdos de hoje em dia crescem que se fartam nas férias e a roupa depois não serve), novos coleguinhas e novos professores, novos desafios, novas metas, novas contas para pagar (e maiores que as do ano passado de certeza absoluta), é preciso fazer limpezas e arrumações (caso contrário não há espaço para tantos “novos”), e até arrisco dizer que é tempo de resoluções (tipo o meu filho mais velho resolver-se a estudar de uma vez por todas, era bonito)!

Digam lá que não parecem aquelas listas de decisões e novos objectivos de Fim do Ano? Eu acho que sim, e por isso quero desejar um FELIZ ANO NOVO a toda a gente (com ou sem filhos, porque há sempre o sobrinho, o filho da amiga, ou aquele professor de educação física da escola mesmo em frente à nossa casa, e todos merecem um novo ano feliz)!

ps - o meu novo ano escolar tem tudo para correr bem, os miúdos começam o colégio no dia 25 deste mês e eu ainda não comprei nada, nadinha, nenhum, ooops!  

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Vamos a banhos...


Vamos a banhos, por isso não se admirem se as únicas coisas que aparecerem por aqui (durante as próximas semanas) são umas fotos catitas!


terça-feira, 25 de julho de 2017

Sem explicações ou análises...


Não consegui esperar pelas férias para começar a ler o livro “L'art de la Simplicity” e logo nas primeiras páginas dou de caras com esta frase, que publiquei ontem aqui no blogue:

“an acceptance of whatever life brings, without the constant need to dissect, analyse and explain”

Passamos a vida a dissecar, a analisar e a explicar tudo e todos! Andamos sempre à procura de uma explicação para o comportamento do filho adolescente ou da amiga que nos desiludiu, gostamos de dissecar sobre os perigos da internet e da exposição pública, passamos tempos infinitos a analisar números e estatísticas e esquecemos-nos do essencial, que é viver e apreciar as coisas simples que a vida nos dá!

Não quero com isto dizer que devemos todos viver em modo “love and peace” (até porque já houve quem tentasse e sabemos que não resultou), não! Mas confesso que cada vez mais me preocupo menos em procurar ou ter de dar explicações tipo “teoria do Big Bang em 3 actos”!

Tenho um filho pré-adolescente que me dá água pela barba no que diz respeito aos estudos! O rapaz não gosta de estudar, ponto, mas adora ir á escola, por isso nem tudo está perdido! Podia dissecar o assunto e procurar 500 mil padrões comportamentais nos livros da especialidade (e juro que já pensei em fazer isso), mas não vou fazê-lo, até porque ele é um pré-adolescente e tendo em conta que não apresenta mais nenhum tipo de atitude alarmante, isto para já não requer nenhum conselho de estado! Como é lógico, este pequeno senhor não tem outra opção que não seja estudar, e nós cá estaremos para o orientar e agir conforme os resultados!

Já não é novidade para ninguém que volta e meia mando umas “postas” (que às vezes são de pescada, coitadinhas, mas é o que temos para dar) no FB e Instagram, também não é novidade que o blogue é público e volta e meia ponho lá umas fotos dos miúdos, se calhar não devia, mas também se calhar não devia ter FB, nem Insta, nem blogue, nem Skype ou Whatsapp e viver completamente alienada das redes sociais, porque já todos sabemos o que elas são e o que fazem! E dito isto, agora sacava de uma tese (ou duas, ou mais) e ficávamos aqui horas a dissecar o assunto! Quer a gente queira não as nossas relações hoje em dia passam por estas redes de comunicação, e no meu caso só tenho agradecer, porque estou longe e não consigo estar com os que mais adoro sempre que me apetece, e estas ferramentas dão-me uma grande ajuda, é certo que no final, só a nós nos compete nunca perder o poder de um abraço e de um beijo (e disto meus senhores, eu não abdico)!

Quanto ao resto, já não mato esta cabecinha pensadora à procura de explicações, nem tão pouco faço juízos de valor sobre o que cada um faz, diz ou deixa de dizer, é que muitas vezes não há nada para explicar, é assim e ponto!

A última coisa que quero é que pensem que sou alguma erudita armada em "coach" ou coisa que o valha, nada disso, na verdade acho que a idade ajuda e o "fui indo e aprendendo" também, e só com aquilo que aprendi é que percebi que de facto o mais importante é aproveitar o que a vida me dá, sem expectativas ou explicações, mas também sem desistir daquilo que mais quero e gosto...

Vou ali continuar a ler o livro a ver se mando mais umas "postas" como esta!

terça-feira, 18 de julho de 2017

E tu és feliz?

Quando perguntas a uma amiga: Estás feliz?
E ela responde: Estou não, eu sou feliz!

Durante alguns minutos fiquei a pensar nisto e o quanto é fabuloso ouvir alguém com 45 anos, casada (há um bom par de anos) e mãe de 3 filhos dizer isto com esta espontaneidade e convicção! É claro que também dei comigo a pensar: “e tu, também és capaz de dizer que és feliz assim com esta espontaneidade? Sim, sou, mas como passo alguma parte do meu tempo a queixar-me disto ou daquilo (work in progress) às vezes esqueço-me o quanto sou feliz!

E agora podia escrever toda uma tese sobre isto do “ser feliz”, mas não vou fazer isso até porque cada um tem os seus parâmetros de felicidade e a última coisa que quero é acabar a dizer: “a minha é maior que a tua!”

Contudo (e tamanhos à parte), não posso deixar de dizer que estou convencida que passamos muito tempo a queixar-nos e que isso nos tolda os sentimentos, sobretudo aqueles que nos fazem felizes e, por isso, nem nos damos conta dessa sensação! Sim, porque a felicidade, segundo algumas definições que por aí andam, é assim uma “sensação de bem estar e contentamento” “com ou sem motivo aparente”.

Ora bem, é sabido que nós, os humanos, somos um bocadinho estúpidos e que gostamos muito de complicar o que não tem complicação nenhuma, e que em vez de aproveitarmos e vermos o lado positivo das coisas achamos sempre que tudo é uma infelicidade tremenda!

Passo a explicar, com teste feito e comprovado na própria pessoa:

Sábado, 7.30h da manhã, um dos teus filhos não pára de chamar por ti porque tem fome e, coitadinha da criança, ainda não é capaz de se alimentar sozinho (o meu mais velho gosta de colar a cara dele à minha para ver se eu ainda estou de olhos fechados, apanho cada susto)! Pronto, “et voilá” ainda não te levantaste e já estás com os azeites, porque é sábado, estás cansada, queres dormir mais um bocadinho e a criança não pára de chamar por ti! Daqui para a frente é fácil prever como vai ser o resto do dia...

E se em vez de ficares com os azeites, que tal aproveitares para fazeres um pequeno almoço saudável e divertido, pegares nos putos e ires passear (há quanto tempo não fazes isso?), aproveitas e apanhas um bocadito de ar, que depois da semana toda enfiada no escritório até te faz bem! Já agora, aproveita também o resto do dia (que te vai parecer muito longo) para fazeres todas aquelas coisas que andas a prometer fazer já há algum tempo... no final do dia vais ter aquela sensação de satisfação, ou seja, de felicidade, porque passaste tempo de qualidade com os teus filhos e fizeste mil e uma coisas! Cansada? Deita-te um bocadinho mais cedo, olha que amanhã ainda é Domingo e é muito provável que eles voltem acordar cedo...

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Acreditem que resulta... este é só um exemplo, muito pessoal, mas há muitos outros que funcionam! O truque está em tirar o melhor partido de todas as situações, mesmo das menos boas, e queixarmos-nos menos, porque enquanto nos queixamos, não vemos, não sentimos e não fazemos nada!